Tumores do estômago

Os tumores do estômago podem ser benignos ou malignos.

Dentre os tumores benignos, o leiomioma é o mais comum. Geralmente os leiomiomas são pequenos e assintomáticos. São constituídos por células musculares lisas bem diferenciadas formando pequenos nódulos.

Os pólipos do estômago também são encontrados com frequência relativamente grande.
Pólipo é qualquer lesão, neoplásica ou não, que se eleva acima da superfície da mucosa.
Sob o ponto de vista histológico, os pólipos gástricos podem ser classificados em:

Os mais frequentes são os pólipos hiperplásicos (90%), mas os mais importantes são os pólipos neoplásicos, que são osadenomas e podem ser classificados em:

Adenomas são neoplasias benignas, constituídas por células epiteliais que se dispõem formando glândulas.

Quando o adenoma é classificado de tubular é porque as células epiteliais formam glândulas tubulares. Nos adenomas vilosos as células epiteliais formam projeções digitiformes, chamadas vilosidades, na superfície do pólipo. Os pólipos túbulo-vilosos apresentam ambos os componentes, tubular e viloso, em proporções aproximadadmente iguais.

Embora não sejam vistos com muita frequência (representam apenas 10% dos pólipos gástricos), os adenomas são importantes pois apresentam um potencial de malignização, podendo preceder ou coexistir com uma neoplasia maligna do estômago.


Dentre os tumores malignos do estômago, o adenocarcinoma é o mais importante e o mais frequente. Os linfomas, os tumores malignos de células fusiformes e os carcinóides são mais raros.

A frequência do adenocarcinoma gástrico varia de acôrdo com a região geográfica, tendo incidência alta no Japão, Chile e Costa Rica e é baixa nos Estados Unidos, Canadá e Austália. Em alguns países a sua incidência vem diminuindo gradativamente (Estados Unidos da América do Norte e Inglaterra).
As evidências epidemiológicas indicam que fatores ligados à dieta são os mais importantes nesta distribuição.

Todos os carcinomas gástricos iniciam-se como lesões in situ e progridem, formando tumores precoces e, finalmente, invasivos.

Um carcinoma é denominado in situ quando limita-se apenas ao epitélio, sem ultrapassar a membrana basal.

Um carcinoma gástrico é considerado precoce quando acha-se limitado à mucosa ou à mucosa e à submucosa. Em outras palavras, quando ainda não invadiu a muscular própria do estômago. Quando ocorre invasão da muscular própria, o carcinoma é considerado invasivo (ou avançado).

O diagnóstico nas fases iniciais é importante uma vez que a sua cura pode ser obtida em mais de 90% dos casos. O exame endoscópico tem contribuído muito para o reconhecimento destas lesões.

O adenocarcinoma do estômago localiza-se com mais frequência no antro e piloro (60%) e cárdia (25%).


Macroscopicamente os adenocarcinomas gástricos podem ser vegetantes, ulcerados ou infiltrantes difusos.

Alguns autores (Ming - 1977) preferem dividi-los expansivos e infiltrativos.
Os tumores expansivos seriam aqueles que formam massas bem distintas, coesivas e cujos limites são facilmente percebidos.
Os tumores infiltrativos seriam aqueles em que as células dispõem-se individualmente e infiltram difusamente o estômago, formando tumores de difícil delimitação.

Os tumores expansivos são os mais frequentes e têm melhor prognóstico.


Microscopicamente, segundo Lauren, eles podem ser do tipo intestinal ou do tipo difuso.

Os adenocarcinomas gástricos do tipo intestinal originam-se de epitélio metaplásico e seu grau de diferenciação é muito variável.

Os carcinomas gástricos infiltrantes difusos geralmente são constituídos por células em anel de sinete, que invadem todas as camadas do órgão, têm pouca tendência a formar glândulas e são acompanhadas de intensa desmoplasia.
Desmoplasia é a formação de tecido fibroso reativo (portanto não neoplásico), como uma resposta do organismo à presença das células neoplásicas. Esta fibrose torna o tecido mais denso e rígido (estômago em odre de couro).


Os adenocarcinomas da parte distal do estômago invadem o duodeno em cerca de 50% dos casos e aqueles da porção proximal tendem a invadir o esôfago distal, muitas vezes dificultando o reconhecimento do seu local de origem. A sua extensão direta ocorre para o omento, colon e pâncreas. A disseminação através da rede linfática atinge os linfonodos perigrástricos, peri-aórticos e celíacos. Metástases ocorrem principalmente para o fígado, pulmões, adrenais e ovários.

O seu prognóstico varia de acôrdo com: